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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Freixo diz que sua campanha já fez história

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/
Juliana Prado - Direto do Rio de Janeiro
O candidato do Psol à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, criticou o atual governo municipal durante comício na noite desta sexta-feira nos Arcos da Lapa, região central da cidade. Sem citar o nome do prefeito Eduardo Paes (PMDB), mas se referindo a uma declaração feita por ele, disse que "quando alguém diz que não é homem de partido, é porque talvez seja um homem de grandes negócios".
Aproveitando o apoio do público, formado em sua grande maioria por jovens, Freixo afirmou que "não há dinheiro que substitua uma campanha como essa". Ao lado de Caetano Veloso, do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AM) e do seu vice na chapa Marcelo Yuka, o concorrente declarou que sua história não se inicia ou termina na disputa de 2012 e defendeu uma campanha "diferente, com valores em que acreditamos".


Falando para um público estimado em 10 mil pessoas, segundo a organização do comício, o candidato do Psol pediu para que cada pessoa presente conseguisse mais 5 votos para sua candidatura, para que ele chegue ao segundo turno. Freixo disse que "o próximo prefeito do Rio não será um representante de empreiteiras".

Depois de criticar também o governador Sérgio Cabral (PMDB), o candidato voltou a dizer que não precisa tomar champanhe em Paris para representar o eleitor carioca. Também chamou a atual Câmara Municipal de "uma vergonha". "Me perguntam como vou governar sem o apoio da Câmara. Eu quero é saber como a Câmara vai sobreviver ao nosso governo. A Câmara do Rio é uma vergonha", atacou.

Freixo ainda citou a importância do apoio de figuras públicas como Caetano Veloso e citou Chico Buarque, que também o apóia, mas não compareceu ao comício desta noite. "Na sua declaração o Chico disse: 'essa campanha é um sonho, mas um sonho possível'".


Dissidentes
Apesar da candidatura de Freixo não contar com nenhum outro partido na coligação, várias siglas estiveram presentes ao comício, como forma de demonstrar apoio ao socialista. Entre eles estavam representantes do chamado "Movimento Resistência Leonel Brizola"; membros do PCB e do PCdoB e até um grupo do PT, partido que está na coligação de Paes com o vice Adilson Pires. Segundo ele, trata-se de "petistas que não sucumbiram aos acordos" e agora lhe apóiam.
O comício foi dedicado ao filósofo Carlos Nelson Coutinho, morto na manhã desta quinta-feira. "É uma homenagem a tudo o que ele representou. Estamos dedicando a ele esses momentos".

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O século dos direitos da Mãe Terra

por Leonardo Boff


A afirmação mais impactante do dicurso do presidente da Bolívia Evo Morales Ayma no dia 22 de Abril na Assembleia Geral da ONU ao se proclamar este dia como o Dia Internacional da Mãe Terra talvez tenha sido a seguinte: “Se o século XX é reconhecido como o século dos direitos humanos, individuais, sociais, econômicos, políticos e culturais, o século XXI será reconhecido como o século dos direitos da Mãe Terra, dos animais, das plantas, de todas as criaturas vivas e de todos os seres, cujos direitos também devem ser respeitados e protegidos”.

Aqui já nos defrontamos com o novo paradigma, centrado na Terra e na vida. Não estamos mais dentro do antropocentrismo que desconhecia o valor intrínseco de cada ser, independentemente do uso que fizermos dele. Cresce mais e mais a clara consciência de que tudo o que existe merece existir e tudo o que vive merece viver.

Consequentemente, devemos enriquecer nosso conceito de democracia no sentido de uma biocracia ou democracia sócio-cósmica porque todos os elementos da natureza, em seus próprios níveis, entram a compor a sociabilidade humana. Nossas cidades seriam ainda humanas sem as plantas, os animais, os pássaros, os rios e o ar puro?

Hoje sabemos pela nova cosmologia que todos os seres possuem não apenas massa e energia. São portadores também de informação, possuem história, se complexificam e criam ordens que comportam certo nível de subjetividade. É a base científica que justifica a ampliação da personalidade jurídica a todos os seres, especialmente aos vivos.

Michel Serres, filósofo francês das ciências, afirmou com propriedade: "A Declaração dos Direitos do Homem teve o mérito de dizer ‘todos os homens têm direitos’ mas o defeito de pensar ‘só os homens têm direitos’.” Custou muita luta o reconhecimento pleno dos direitos dos indígenas, dos afrodescendentes e das mulheres, como agora está exigindo muito esforço o reconhecimento dos direitos da natureza, dos ecossistemas e da Mãe Terra.

Como inventamos a cidadania, o governo do Acre de Jorge Viana cunhou a expressão florestania, quer dizer, a forma de convivênicia na qual os direitos da floresta e de todos os que vivem dela e nela são afirmados e garantidos.

O Presidente Morales solicitou à ONU a elaboração de uma Carta dos direitos da Mãe Terra cujos tópicos principais seriam: o direito à vida de todos os seres vivos; o direito à regeneração da biocapacidade do Planeta; o direito a uma vida pura, pois a Mãe Terra tem o direito de viver livre da contaminação e da poluição; o direito à harmonia e ao equilíbrio com e entre todas as coisas. E nós acrescentarímos, o direito de conexão com o Todo do qual somos parte.

Esta visão nos mostra quão longe estamos da concepção capitalista, da qual ficamos reféns durante séculos, segundo a qual a Terra é vista como um mero instrumento de produção, sem propósito, um reservatório de recursos que podemos explorar ao nosso bel prazer. Faltou-nos a percepção de que a Terra é verdadeiramente nossa Mãe. E Mãe deve ser respeitada, venerada e amada.

Foi o que asseverou o Presidente da Assembléia Miguel d’Escoto Brockmann ao encerrar a sessão: “É justíssimo que nós, irmãos e irmãs, cuidemos da Mãe Terra pois é ela que, ao fim e cabo, nos alimenta e sustenta”. Por isso, apelava a todos que escutássemos atentamente os povos originários, pois, a despeito de todas as pressões contrárias, mantém viva a conexão com a natureza e com a Mãe Terra e produzem em consonância com seus ritmos e com o suporte possível de cada ecossistema, contrapondo-se à rapinagem das agroindústrias que atuam por sobre toda a Terra.

A decisão de acolher a celebração do Dia Internacional da Mãe Terra da Terra é mais que um símbolo. É uma viragem no nosso relacionamento para com a Terra, escapando do padrão dominante que nos poderá levar, se não fizermos transformações profundas, à nossa autodestruição.


Leonardo Boff


sábado, 3 de dezembro de 2011

EMOCIONANTE: Carta do Cacique Mutua sobre Belo Monte


"O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos.

O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.


Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

"Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?"

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.



O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

"Quem arrancou a pele da nossa mãe?" gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!


Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.


Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!


Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.


Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver."

Cacique Mutua





Fonte: Fórum Brasileiro de Economia Solitária

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eliane Brum entrevista Célio Bermann

*Entrevista da Eliane Brum para a Revista Época

Se você é aquele tipo de leitor que acha que Belo Monte vai “afetar apenas um punhado de índios”, esta entrevista é para você. Talvez você descubra que a megaobra vai afetar diretamente o seu bolso. Se você é aquele tipo de leitor que acredita que os acontecimentos na Amazônia não lhe dizem respeito, esta entrevista é para você. Para que possa entender que o que acontece lá, repercute aqui – e vice-versa. Se você é aquele tipo de leitor que defende a construção do maior número de usinas hidrelétricas já porque acredita piamente que, se isso não acontecer, vai ficar sem luz em casa para assistir à novela das oito, esta entrevista é para você. Com alguma sorte, você pode perceber que o buraco é mais embaixo e que você tem consumido propaganda subliminar, além de bens de consumo. Se você é aquele tipo de leitor que compreende os impactos socioambientais de uma obra desse porte, mas gostaria de entender melhor o que está em jogo de fato e quais são as alternativas, esta entrevista também é para você.

Como tenho escrito com frequência sobre a megausina hidrelétrica de Belo Monte, por considerar que é uma das questões mais relevantes do país no momento, observo com atenção as manifestações dos leitores que comentam neste espaço ou em redes sociais como o Twitter. Anotei as principais dúvidas para incluí-las aqui e assim colaborar com o debate.

Desta vez, propus uma conversa sobre Belo Monte a Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. Publicou vários livros, entre eles: “Energia no Brasil: Para quê? Para quem? – Crise e Alternativas para um País Sustentável” (Livraria da Física) e “As Novas Energias no Brasil: Dilemas da Inclusão Social e Programas de Governo” (Fase). Ex-petista, ele participou dos debates da área energética e ambiental para a elaboração do programa de Lula na campanha de 2002 e foi assessor de Dilma Rousseff entre 2003 e 2004, no Ministério de Minas e Energia. Célio Bermann foi também um dos 40 cientistas a se debruçar sobre Belo Monte para construir um painel que, infelizmente, foi ignorado pelo governo federal.

Vale a pena ouvir o professor a qualquer tempo. Mas, especialmente, depois de uma semana dramática como a passada. Na quarta-feira (26/10), o julgamento da ação movida pelo Ministério Público Federal reivindicando que os índios sejam ouvidos sobre a obra, como determina a Constituição, foi interrompida e adiada mais uma vez no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Na mesma quarta-feira, chamado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para explicar por que não suspendeu as obras de Belo Monte, o Brasil não compareceu, desrespeitando o organismo internacional e exibindo um comportamento mais usual em ditaduras. Em reportagem publicada em 20/10, o Estadão denunciou que, como retaliação por ter sido advertido sobre Belo Monte, o Brasil deixou de pagar sua cota anual como estado-membro.

Na quinta-feira (27/10), centenas de pessoas, entre indígenas, ribeirinhos e moradores das cidades atingidas, ocuparam pacificamente o canteiro de obras de Belo Monte, no rio Xingu, pedindo a paralisação da construção da usina. Foram expulsos por ordem judicial. Enquanto o canteiro de obras era ocupado por uma população invisível para o governo de Dilma Rousseff, o cineasta Daniel Tendler apresentava no Seminário Nacional de Grandes Barragens, no Rio de Janeiro, o projeto de uma megaprodução cinematográfica que se propõe a documentar as obras de Belo Monte por cinco anos. O projeto é comandado pela LC Barreto, a produtora da poderosa família Barreto, a mesma que fez “Lula, O Filho do Brasil”. Tendler, aliás, foi um dos roteiristas do filme sobre a vida do ex-presidente. Entre as repercussões da megaprodução cinematográfica sobre a megaobra do PAC no Twitter, destacou-se uma: “Os Barreto estão para o cinema nacional como os Sarney para a política”.

Ainda na semana passada, o governo federal publicou um pacote de sete portarias ministeriais com o objetivo de “destravar a concessão de licenças ambientais no país para acelerar grandes empreendimentos, como rodovias, portos, exploração de petróleo e gás, hidrelétricas e até linhas de transmissão de energia”. Ou seja: o governo caminha para anular as conquistas socioambientais obtidas na redemocratização do país.

Dias antes, em 26/10, o Senado havia aprovado um projeto de lei que retira o poder do Ibama para multar crimes ambientais, como desmatamentos. Se não for vetado pela presidente, o poder de multar passará para estados e municípios, sujeito às pressões locais já bem conhecidas. A aprovação do projeto aconteceu quatro dias depois de mais um assassinato no Pará: João Chupel Primo, mais conhecido como João da Gaita, foi morto com um tiro na cabeça, depois de denunciar ao Ministério Público Federal, em Altamira, uma rota de desmatamento ilegal na reserva extrativista Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional Trairão, área do entorno de Belo Monte. Como de hábito, o Congresso decide os rumos do país desconectado com o que acontece na vida real para além do aquário brasiliense.

No momento histórico em que recursos como água e biodiversidade se consolidam como o grande capital de uma nação, o Brasil, um dos países mais beneficiados pela natureza no planeta, corre em marcha à ré. O cenário que você acabou de ler tem no centro – como obra simbólica e estratégica – Belo Monte, a maior obra do PAC. A seguir, parte de minha conversa de quase três horas com o professor Célio Bermann, em sua sala no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.


Clique aqui para a íntegra da entrevista da jornalista Eliane Brum com o professor Célio Bermann.


Eliane Brum: Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. Escreve para a Revista Época às segundas-feiras.

Belo Monte e a questão indígena

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FilmAmbiente 2011


Fonte: Parque Nacional da Tijuca


Começou nessa segunda, 14 de novembro, o FilmAmbiente, mostra que reúne documentários de diversas partes do mundo, que versam, em diferentes perspectivas, sobre a questão ambiental. Em cartaz até o dia 24 desse mês, o evento faz parte do Festival Internacional do Audiovisual Ambiental e vai exibir dezenas de produções independentes, em salas especializadas no Rio de Janeiro.

Dentre os muitos filmes, destacam-se A Baía da Vergonha (2009) e Trabalho Interno (2010), vencedores do Oscar de Melhor Documentário em 2010 e 2011, respectivamente. O primeiro mostra a atuação de ativistas contra a histórica matança de golfinhos no Japão, enquanto o segundo aborda a crise econômica de 2008 e suas consequências para o mundo.

Minas de urânio na Austrália, depósitos de resíduos nucleares, comercialização de minérios encontrados em aparelhos de celular e adquiridos em regime de trabalho escravo, além de temas tradicionais, como desmatamento e descarte de sacos plásticos, são alguns dos muitos enfoques encontrados na mostra.

O FilmAmbiente é gratuito e o público está sujeito à lotação das salas.


FilmAmbiente – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental

14 a 24 de novembro

Arteplex Botafogo, Centro Cultural do Poder Judiciário, Instituto Moreira Salles e Jardim Botânico


Clique na imagem acima para mais informações.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O povo contra Belo Monte

Clique na imagem abaixo para conhecer o blog "O povo contra Belo Monte":


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Parabéns, Greenpeace!

Foi no dia 15 de setembro de 1971 que um pequeno grupo de pessoas zarpou de Vancouver, no Canadá, numa traineira caindo aos pedaços e com uma ideia maluca na cabeça: impedir que os militares americanos detonassem uma bomba nuclear para testes na ilha de Amtchika, arquipélago das Aleutas, no Alaska.

O barco afundou antes de chegar ao seu destino. E o grupo atrapalhou, mas não impediu o teste. O aparente fracasso, no entanto, lançou a semente do que veio a ser a principal organização de defesa do meio ambiente do mundo. O segredo desse sucesso foi o elo que essa viagem de nascimento do Greenpeace estabeleceu entre seus ativistas e milhares de pessoas dispostas a apoiar suas iniciativas em favor da natureza.

É graças a esse elo que o Greenpeace nasceu e cresceu. E é por causa dele que a organização continua mais viva do que nunca. Hoje, o Greenpeace opera com escritórios em 40 países, e suas ações têm o apoio de 11,6 milhões de ciberativistas e quase 3 milhões de doadores espalhados pelo mundo. Por tudo isso, nesse aniversário, você também merece os parabéns.

Afinal de contas, sem sua participação, teria sido impossível completar os primeiros 40 anos dessa jornada. É com ela também que conseguiremos seguir em frente pelas próximas quatro décadas. E se você quiser dar um presente para o Greenpeace nessa data, é muito simples. Clique aqui e assine a petição para manter a exploração petrolífera longe de uma das maiores jóias de biodiversidade do litoral brasileiro, os recifes de corais dos Abrolhos, na Bahia.

Veja o vídeo de 40 anos do Greenpeace:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Deixe as baleias namorarem

Pare Angra 3
Pare Angra 3


Olá, ciberativista

Queremos chamar sua atenção para mais uma ameaça à biodiversidade no mar brasileiro. O avanço da exploração de petróleo ao redor do Parque Nacional dos Abrolhos pode colocar em risco este patrimônio natural.

Sua ação neste caso é urgente. O governo já licitou 13 blocos de exploração de gás e óleo na região. Agora, dez empresas nacionais e estrangeiras estão prontas para começar a cavar seus poços.

Para evitar que desastres como o do Golfo do México se repitam no Brasil e destruam ecossistemas marinhos únicos, contamos com seu apoio. O Greenpeace lançou uma campanha pela moratória do petróleo em Abrolhos.

Assine a petição e apoie a moratória do petróleo em Abrolhos

Esta petição será levada aos principais dirigentes das empresas petrolíferas e a representantes do governo. Pedimos a eles que abandonem seus planos de exploração em Abrolhos pelos próximos 20 anos. Isso permitirá que a sociedade discuta os riscos do petróleo na região.

A proposta de moratória envolve uma área de 93.000 km² ao redor do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Excluir o petróleo desta área evitará que qualquer vazamento ponha em risco mais de 1300 espécies.


Para saber mais sobre Abrolhos, visite o site da campanha

Lugar de natureza exuberante e de corais de mais de 7 mil anos de idade, Abrolhos é também o pedaço de mar preferido das baleias jubarte, animal ameaçado de extinção.

Todos os anos, este mamífero viaja por milhares de quilômetros, desde a Antártida, para fazer das águas cálidas de Abrolhos seu ninho de amor. Agora, o petróleo pode atrapalhar este namoro.

Se você concorda com a preservação de Abrolhos e acha que as baleias devem namorar em paz, mostre seu apoio. Assine a petição e divulgue-a para seus amigos. Deixe que todos saibam a gravidade deste problema.

Obrigada!

Greenpeace online:

Ajude o Greenpeace a proteger o planeta.
Junte-se a nós
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» Encaminhe este e-mail para um(a) amigo(a)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Manifestação contra Belo Monte neste domingo

"A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, bem como das demais cerca de 100 outras empreitadas deste gênero que estão sendo projetadas para a Região Amazônica, acabará por DESTRUIR a biodiversidade da região.

Animais silvestres perderão as suas vidas, seja imediatamente, pela inundação da área em que vivem, seja a médio prazo, pela fome e por se tornarem alvo de caçadores, em sua busca de fugir das regiões afetadas.

Estamos convocado a todos para comparecer a uma manifestação de protesto que o Cadeia promoverá no dia 31 de julho, domingo, às 14 horas, na Praia de Copacabana. Nosso ponto de concentração será em frente ao Hotel Copacabana Palace.

Todos estão convidados a fazer o seu papel em defesa da vida na região do XINGU.

A convocação foi feita inicialmente através do seguinte link do Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=248199255191179

Esta Manifestação Pública de Protesto é inteiramente desvinculada de aspectos político-partidários, constituindo-se num movimento de protesto de cidadãos brasileiros, em solidariedade aos povos atingidos pela mega construção de Belo Monte, cheia de irregularidades e violações aos direitos humanos, com prejuízo irreparável aos animais e à flora da região afetada.


- Pela Natureza ameaçada
- Por todos os animais que perecerão imediatamente ou serão sacrificados a curtíssimo prazo por esta esta construção
- Pela preservação de nossos ecossistemas e florestas
- Pela população indígena do XINGU
- Por formas alternativas e limpas de geração de energia
- Pela firme OPOSIÇÃO ao novo Código Florestal
- PELAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS, inteiramente ignoradas e desconsideradas pela autorização dada à obra pelo governo federal, à revelia do Congresso Nacional, Ministério Público, organizações da Sociedade civil, OEA, condicionantes anteriormente acordadas e o povo brasileiro.


Rio de Janeiro/RJ

Estaremos nos reunindo em frente ao Hotel Copacabana Palace, às 14:00 horas deste domingo, dia 31 de julho, Praia de Copacabana, no RJ.

Este evento NÃO tem qualquer conotação político-partidária, constituindo essencialmente um ato de protesto de cidadãos conscientes contra o holocausto em andamento na Região Amazônica, onde o atual governo pretende construir cerca de 100 usinas hidroelétricas. Uma região de extensão comparável ao Canal do Panamá desaparecerá e, com ela, milhares de formas de vida, características daquele eco-sistema.Traga cartazes de protesto feitos à mão. Se quiser, traga instrumentos de percussão, ou panelas para bater.


São Paulo/SP

Neste mesmo dia e horário acontecerá Manifestação com objetivo idêntico em São Paulo, Capital, por iniciativa do ativista Paulo Fradinho.

Local: Vão do Masp, Avenida Paulista
Horário: 14:00 às 18:30 hs
http://www.facebook.com/event.php?eid=114342995327820


Você pode ajudar muito comparecendo e convidando seus amigos para participar.

Entendemos que a divulgação boca-a-boca e o forte envolvimento de cada um dos presentes é FUNDAMENTAL para o sucesso desta série de iniciativas. Nossas ações contra Belo Monte e o Novo Código Florestal e nosso REPÚDIO ao tratamento dispensado ao povo do XINGU vem sendo DELIBERADAMENTE omitidos pela imprensa oficial.

Sobretudo depois das estarrecedoras e inteiramente INDESCULPÁVEIS declarações do próprio homem que deveria ser responsável pela preservação do meio ambiente no Brasil, o atual presidente do IBAMA, quando, durante entrevista à TV australiana, acreditou não estar sendo mais gravado:




Por uma estranha e dolorosa ironia, 2011 foi consagrado como o Ano Internacional Das Florestas. Justamente num ano em que a nossa Amazônia nunca esteve tão frontalmente ameaçada.

Este é o video oficial da ONU sobre o assunto.

Embora demore um pouco para carregar, serve como forte inventivo à luta contra Belo Monte e demais “planos do PACto” de destruição ambiental do Brasil:



"

sábado, 16 de julho de 2011

Ame a si mesmo e observe

Extraído de: http://www.palavrasdeosho.com/



Perguntaram a Osho:
Você pode falar alguma coisa sobre essas belas palavras de Buda:
“Ame a si mesmo e observe – hoje, amanhã, sempre”?
" 'Ame a si mesmo'...
O amor é o alimento da alma. Assim como a comida é para o corpo, o amor é para a alma. Sem comida o corpo enfraquece, sem amor a alma enfraquece. E nenhum estado, nenhuma igreja e nenhum interesse investido jamais quiseram que as pessoas tivessem almas fortes porque uma pessoa com energia espiritual está fadada a ser rebelde.

O amor lhe faz rebelde, revolucionário. O amor lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá insight nas coisas, assim ninguém pode lhe enganar, lhe explorar, lhe oprimir. E os padres e os políticos só sobrevivem com o seu sangue – eles só sobrevivem na exploração. Eles são parasitas, todos os sacerdotes e todos os políticos.

Para lhe tornar espiritualmente fraco eles descobriram um método seguro, cem por cento garantido, e esse é ensinar a você a não amar a si mesmo – porque se um homem não pode amar a si mesmo ele também não pode amar mais ninguém. O ensinamento é muito ardiloso. Eles dizem: Ame os outros – porque eles sabem que se você não puder amar a si mesmo você não pode amar de maneira nenhuma. Mas eles continuam dizendo: Ame os outros, ame a humanidade, ame a Deus, ame a natureza, ame sua esposa, seu marido, seus filhos e seus pais, mas não ame a si mesmo, porque, segundo eles, amar a si mesmo é egoísta.

Eles condenam o amor-próprio mais do que qualquer outra coisa – e eles fizeram seu ensinamento parecer muito lógico. Eles dizem: Se você amar a si mesmo você se tornará um egoísta, se você amar a si mesmo você se tornará um narcisista. Isso não é verdade. Um homem que ama a si mesmo descobre que não existe nenhum ego nele. É amando os outros sem amar a si próprio, é tentando amar os outros que o ego surge.

O amor nada sabe de dever. Dever é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; o amor é informal. O amante nunca sente que ele fez o bastante; o amante sempre acha que mais é possível. O amante nunca sente, ‘Eu favoreci o outro’. Pelo contrário, ele sente, ‘Devido a que meu amor foi recebido, estou agradecido. O outro me favoreceu por receber meu presente, não o rejeitando’. O homem do dever pensa, ‘Sou mais elevado, espiritual, extraordinário. Vejam como eu sirvo as pessoas’!

Um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita a si próprio respeita os outros também, porque ele sabe, ‘Assim como eu sou, os outros também são. Assim como gosto do amor, respeito, dignidade, os outros também gostam’. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, nós somos um. Estamos debaixo da mesma lei: Aes dhammo sanantano*.

O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, se torna tão contente, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você começa a compartilhá-lo. Você não pode continuar a amar a si mesmo para sempre porque uma coisa ficará absolutamente clara para você: que se amando uma pessoa, você mesmo, é um êxtase tão tremendo e tão belo, tanto mais êxtase está esperando por você se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!

Lentamente as ondulações começam a se expandir cada vez mais longe. Você ama outras pessoas; então você começa a amar os animais, os pássaros, as árvores, as pedras. Você pode preencher todo o universo com o seu amor. Um simples indivíduo é suficiente para encher todo o universo com amor, assim como um simples seixo pode encher todo o lago de ondulações – um pequeno seixo.

O homem precisa se tornar um deus. A menos que o homem se torne um deus não poderá haver nenhum preenchimento, nenhum contentamento. Mas como é que você pode se tornar um deus? Seus sacerdotes dizem que você é um pecador. Seus sacerdotes dizem que você está condenado, que você está destinado a ir para o inferno. E eles lhe tornam muito temeroso de amar a si mesmo.

Eis porque as pessoas são tão eficientes em descobrir defeitos. Elas encontram defeitos em si mesmas – como é que elas podem evitar encontrar os mesmos defeitos nos outros? Na verdade, elas irão encontrá-los e irão engrandecê-los, irão torná-los tão grandes quanto possível. Esse parece ser o único meio de defesa; de alguma maneira, para salvar as aparências. Você precisa fazer isso. Eis porque existe tanta crítica e tanta falta de amor.

Digo que esse é um dos mais profundos sutras de Buda, e só uma pessoa desperta pode lhe dar um tal insight.

A pessoa que ama a si própria pode facilmente se tornar meditativa, porque meditação significa estar consigo mesmo.

Se você odeia a si mesmo – como você faz, como foi dito a você para fazer, e você tem seguido isso religiosamente – se você odeia a si próprio, como é que você pode ficar consigo mesmo? A meditação não é outra coisa senão desfrutar de sua bela solitude e celebrar a si próprio. Eis o que é toda a meditação. A meditação não é um relacionamento. O outro não é absolutamente necessário; somos suficientes para nós mesmos. Somos banhados em nossa própria glória, banhados em nossa própria luz. Estamos simplesmente alegres porque estamos vivos, porque somos.

O maior milagre do mundo é que você é e que eu sou. Ser é o maior milagre e a meditação abre as portas desse grande milagre. Mas só o homem que ama a si próprio pode meditar; do contrário você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para um rosto feio e quem quer penetrar num ser feio? Quem quer se aprofundar na própria lama, na própria escuridão? Quem vai querer entrar no inferno que pensam que estão? Você quer manter essa coisa toda coberta com lindas flores e você vai querer sempre fugir de si mesmo.

Desse modo as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não podem ficar consigo mesmas; elas querem estar com os outros. As pessoas estão buscando qualquer tipo de companhia; se elas puderem evitar a companhia de si próprios qualquer coisa servirá. Elas se sentarão numa sala de cinema por três horas vendo alguma coisa totalmente estúpida. Elas irão ler uma novela de detetives por horas, desperdiçando seu tempo. Elas irão ler o mesmo jornal repetidamente apenas para ficarem ocupados. Elas irão jogar baralho e xadrez só para matar o tempo... Como se elas tivessem tempo de sobra!

O amor começa com você mesmo, assim ele pode se espalhar. Ele vai se espalhando a sua própria maneira; você não precisa fazer nada para espalhá-lo."





Osho, em "The Way of the Buddha: The Dhammapada"
Fonte: Osho.com

*No mesmo livro, Osho explica assim essas palavras:
"Aes dhammo sanantano – Buda repete isso várias e várias vezes – 'essa é a lei eterna'. O que é a lei eterna? Somente o amor dissipa o ódio, somente a luz dissipa a escuridão."


sexta-feira, 24 de junho de 2011

2012 estreia hoje no Rio!

2012: Tempo de Mudança
(2012 - Time For Change), dir: João Amorim | 85 min. 12 anos
Com Gilberto Gil, David Lynch, Ellen Page e Sting.

As Profecias Maias a respeito de um apocalipse em 2012 são o ponto de partida para o livro de Daniel Pinchbeck, 2012: The Return of Quetzalcoatl, que propõe um novo paradigma que integre a sabedoria arcaica das sociedades tribais com o método científico. Para ele, o homem pode redesenhar a sociedade pós-industrial a partir de princípios ecológicos.

Nesta cultura planetária regenerativa, a colaboração substituiria a competição e a exploração da psiquê e do espírito, o materialismo estéril das atuais sociedades. Elaboradas animações embalam o debate conduzido por cientistas, antropólogos e artistas engajados. O filme traz depoimentos de especialistas e vivências de celebridades como os cantores Sting (The Police) e Gilberto Gil, o cientista Buckminster Fuller e a atriz Ellen Page; e trata sobre assuntos como experiências de meditação, a importância da construção sustentável, o movimento de contracultura e, principalmente, alternativas ecológicas para o dia a dia.


Clique para aumentar:





Sessões no Rio de Janeiro:


Estação SESC Espaço 3 (Botafogo):

Horários: 13h, 17h10, 21h10; Quarta (29/06) não tem 21h10

Sex a Dom e feriados: R$ 18,00 Seg a Qui, exceto feriados: R$ 15,00

Rua Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo. Tel: (21) 2266-9952

Estação Vivo Gávea:

Horários: 13h30, 17h10, 19h10; a partir de segunda também às 15h30

Sex a Dom e feriados: R$ 24,00 Seg a Qui, exceto feriados: R$ 18,00

Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52 - 4º andar - Gávea - Tel: (21) 3875 3011


Clique aqui para visitar o site oficial do filme.


Assista o trailer:


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manifestação contra o novo Código Florestal neste domingo!


Clique na imagem para aumentar.

DIA: 5 DE JUNHO, DOMINGO
LOCAL: POSTO 9 - IPANEMA
INÍCIO: 14:30H

PARTICIPEM.
CONTRIBUAM.
LEVEM INSTRUMENTOS MUSICAIS, FAIXAS E CARTAZES EM DEFESA DE NOSSO PLANETA.

PELA ECOLOGIA PROFUNDA
PELA DEFESA DA VIDA - EM TODAS AS SUAS FORMAS
PELA LIBERTAÇÃO HUMANA E NÃO-HUMANA

ANISTIA É CRIME!
ÀS RUAS!!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Veja o que Barack Obama vai comer no Brasil!

Extraído de: Congresso em Foco


Nada de churrasco. Nada de feijoada. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu comida “vegan”. Isso mesmo: o presidente negro da maior nação do país, conhecida por se entupir de hamburguer, deu instruções para que a sua dieta no Brasil seja mais radical que a vegeteriana. Ou seja: nada do que tenha origem animal entra na alimentação. Nem carne, nem leite, nem ovos.

O veganismo, aliás, observa o direito dos animais pelo ângulo da ética, e os adeptos da filosofia não admitem qualquer exploração ou abuso sobre os exemplares da fauna, seja qual for a espécie.

“Já estamos programando um cardápio vegan. O vegan não come nenhum tipo de produto animal. Nem mel, nem ovo, nem queijo. Nada”, revelou ao Congresso em Foco, com exclusividade, a responsável pelos comes e bebes da visita presidencial norte-americana, neste fim-de-semana, a empresária de gastronomia Renata La Porta, dona de um dos mais requisitados buffet da capital federal. Só a comitiva de Obama terá 200 pessoas, entre políticos, empresários, jornalistas, profissionais de inteligência e agentes de segurança. Além, é claro, das mulheres do presidente (a mulher e suas duas filhas).

Em entrevista concedida em seu escritório no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, Renata adiantou à reportagem detalhes da cozinha para o primeiro dia da visita de Obama ao Brasil, no próximo sábado (19). No dia seguinte, a comitiva norte-americana partirá para o Rio de Janeiro, onde um discurso do presidente está previsto na Cinelândia, na zona central da cidade. Aí, já não é mais com ela.

E o que comerá Michelle Obama, a bela e esbelta esposa do presidente? “Não sei te falar. A orientação que recebemos foi de que o cardápio que será servido onde ele estará tem de ser 100% vegan. Então, acredito que ela também seja. Não nos foi solicitado que seja uma parte [do cardápio] vegan e a outra, não”, acrescenta Renata, que trabalha com a estimativa de que, reunindo os quatro eventos da visita, 2 mil pessoas consumam seus produtos.

“Foi pedido também que houvesse uma mistura com produtos brasileiros. Então, por exemplo, estamos promovendo uma feijoada vegan, com alguns itens especiais como espaguete de palmito pupunha. Uma coisa com pegada brasileira, mas sempre respeitando essa restrição vegan”, completou Renata, referindo-se ao dia de alta gastronomia no Palácio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), no próximo sábado (19).

O termo vegan (a pronúncia é “vígan”) é uma corruptela da expressão inglesa "vegetarian" – suprimindo-se o núcleo da palavra, sobra a junção entre as três primeiras e as duas últimas letras da versão inglesa da palavra “vegeratiano”. Ao invés de animais irracionais, os adeptos do veganismo preferem chamar os demais seres vivos de “não humanos”.




Vegan no Alvorada


Segundo Renata, ao todo serão quatro eventos em que sua equipe de gastronomia servirá os mais diversos cardápios – claro, observando-se as limitações filosóficas de Obama. O único elemento que estará presente em todos eles – aliás, por recomendação do cerimonial da Casa Branca – são sucos naturais tipicamente brasileiros. “Todo o cardápio tem uma pegada brasileira. Além disso, vamos oferecer outras bebidas nacionais.” Inclusive alcoólicas? “Muito pouca coisa. Como são encontros mais de trabalho, haverá muito pouco alcool. No almoço na Confederação Nacional da Indústria [CNI], não haverá álcool algum. Horário de almoço... não é um evento à noite.”

Além do Itamaraty, convescotes relativos à visita presidencial também serão realizados em um hotel de Brasília e na sede da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que reunirão empresários de ambos os países. Um deles, o do hotel, reunirá 600 pessoas e é patrocinado pela CNI, cliente habitual de Renata. No pacote, “café da manhã, coffee break, almoço sentado com cinco pratos”. "Vai ser uma coisa bem caprichada”, adianta Renata, que é formada em Administração de Empresas na Europa.

Desde 1998, quando fundou o buffet homônimo e ingressou na atividade conhecida como catering, Renata já serviu a reis, príncipes, magnatas e personalidades diversas. E, na primeira visita de Obama ao Brasil, servirá também à primeira presidenta brasileira. “O outro convite, que partiu do Palácio do Planalto, é para realizarmos um serviço no Palácio da Alvorada, no sábado à noite. Um convite da família da presidenta Dilma para a família do presidente Obama. Vai ser um evento pequeno, restrito, não oficial, de família para família”, informa a empresária.

E o que comerão Dilma e Obama à mesma mesa, já que a presidenta gosta de um bom churrasco gaúcho? “O que eu posso dizer é que será um cardápio de inspiração 100% brasileira, com alguns itens vegan, e extremamente informal. A presidenta Dilma quer uma coisa sem formalidade. Um encontro de família”, adiantou Renata, acostumada a saciar os apetites de políticos de diversos matizes e colorações partidárias. “Tem senadores e deputados extremamente simples em seus gostos, e outros que têm paladares muito rebuscados. O que eu diria é que a maioria sempre gosta de solicitar cardápios que contenham coisas da sua região.”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Marcos Palmeira: "Vamos acabar com a hipocrisia!"

( depoimento enviado por e-mail para o jornal O Globo neste domingo )

Dono de fazenda em Teresópolis, ator pede fim da hipocrisia

"Tenho a fazenda Vale das Palmeiras há 15 anos e nesse tempo todo venho acompanhando o aumento do desmatamento na região sem que nada seja feito. Vejo leito de rio sendo desviado sem que nada seja feito; vejo o aumento das construções irregulares sem que nada seja feito. Eu, lá no meu canto, tentando preservar, e o poder público ajudando a destruir.

Então, em mais um verão do descaso, a chuva leva tudo e todos! Vamos culpar a natureza? Ora, chega de hipocrisia! Se não tomarmos uma providência, se não cobrarmos dos políticos uma ação enérgica, ficaremos anos vivendo momentos como esse, onde todos se colocam para ajudar, mas os que tinham condições reais de ajudar nada fizeram! É revoltante!

Estou com a população: nesse momento vale a solidariedade e não a reclamação. Nós estamos ilhados, sem comunicação, mas não paramos de agir um minuto sequer. Nós e todos os vizinhos! Nesse momento a união vale mais do que mil palavras. Até quando vamos acreditar que " agora " as coisas vão mudar? Estou revoltado porque o povo trabalhador, honesto, acredita e confia, e os políticos aproveitam para atuar em benefício próprio. Não estou culpando esse ou aquele governo, já que o problema vem de anos, mas está na hora de darmos um basta nessa hipocrisia! Vamos cobrar e fiscalizar! Temos que entender que o desmatamento como um todo no Brasil ajuda para que essas catástrofes aconteçam! Nós, da Vale, estamos na luta!

ISSO É QUE É (Coluna " Gente Boa ", Cleo Guimarães)

Marcos Palmeira doou para os desabrigados de Teresópolis 50 toneladas de legumes e verduras orgânicas, toda a produção de sua fazenda nas últimas semanas. Foi a salvação para as centenas de pessoas que perderam tudo e estão provisoriamente numa igreja da cidade. " Elas estavam sem nada para comer ", disse Marcos.



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Minha Marina"

É com orgulho que apresento a todos os visitantes do blog a minha nova música, feita em homenagem à nossa candidata à presidência, Marina Silva. Espero que vocês gostem!
Podem espalhar por aí, no orkut, no facebook, onde quiserem. Vamos fazer uma bela campanha pela Marina e quebrar o plebiscito, mostrando que queremos e temos coragem de mudar de verdade! EU SOU +1!

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