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sábado, 3 de dezembro de 2011

EMOCIONANTE: Carta do Cacique Mutua sobre Belo Monte


"O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos.

O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.


Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

"Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?"

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.



O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

"Quem arrancou a pele da nossa mãe?" gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!


Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.


Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!


Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.


Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver."

Cacique Mutua





Fonte: Fórum Brasileiro de Economia Solitária

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eliane Brum entrevista Célio Bermann

*Entrevista da Eliane Brum para a Revista Época

Se você é aquele tipo de leitor que acha que Belo Monte vai “afetar apenas um punhado de índios”, esta entrevista é para você. Talvez você descubra que a megaobra vai afetar diretamente o seu bolso. Se você é aquele tipo de leitor que acredita que os acontecimentos na Amazônia não lhe dizem respeito, esta entrevista é para você. Para que possa entender que o que acontece lá, repercute aqui – e vice-versa. Se você é aquele tipo de leitor que defende a construção do maior número de usinas hidrelétricas já porque acredita piamente que, se isso não acontecer, vai ficar sem luz em casa para assistir à novela das oito, esta entrevista é para você. Com alguma sorte, você pode perceber que o buraco é mais embaixo e que você tem consumido propaganda subliminar, além de bens de consumo. Se você é aquele tipo de leitor que compreende os impactos socioambientais de uma obra desse porte, mas gostaria de entender melhor o que está em jogo de fato e quais são as alternativas, esta entrevista também é para você.

Como tenho escrito com frequência sobre a megausina hidrelétrica de Belo Monte, por considerar que é uma das questões mais relevantes do país no momento, observo com atenção as manifestações dos leitores que comentam neste espaço ou em redes sociais como o Twitter. Anotei as principais dúvidas para incluí-las aqui e assim colaborar com o debate.

Desta vez, propus uma conversa sobre Belo Monte a Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. Publicou vários livros, entre eles: “Energia no Brasil: Para quê? Para quem? – Crise e Alternativas para um País Sustentável” (Livraria da Física) e “As Novas Energias no Brasil: Dilemas da Inclusão Social e Programas de Governo” (Fase). Ex-petista, ele participou dos debates da área energética e ambiental para a elaboração do programa de Lula na campanha de 2002 e foi assessor de Dilma Rousseff entre 2003 e 2004, no Ministério de Minas e Energia. Célio Bermann foi também um dos 40 cientistas a se debruçar sobre Belo Monte para construir um painel que, infelizmente, foi ignorado pelo governo federal.

Vale a pena ouvir o professor a qualquer tempo. Mas, especialmente, depois de uma semana dramática como a passada. Na quarta-feira (26/10), o julgamento da ação movida pelo Ministério Público Federal reivindicando que os índios sejam ouvidos sobre a obra, como determina a Constituição, foi interrompida e adiada mais uma vez no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Na mesma quarta-feira, chamado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para explicar por que não suspendeu as obras de Belo Monte, o Brasil não compareceu, desrespeitando o organismo internacional e exibindo um comportamento mais usual em ditaduras. Em reportagem publicada em 20/10, o Estadão denunciou que, como retaliação por ter sido advertido sobre Belo Monte, o Brasil deixou de pagar sua cota anual como estado-membro.

Na quinta-feira (27/10), centenas de pessoas, entre indígenas, ribeirinhos e moradores das cidades atingidas, ocuparam pacificamente o canteiro de obras de Belo Monte, no rio Xingu, pedindo a paralisação da construção da usina. Foram expulsos por ordem judicial. Enquanto o canteiro de obras era ocupado por uma população invisível para o governo de Dilma Rousseff, o cineasta Daniel Tendler apresentava no Seminário Nacional de Grandes Barragens, no Rio de Janeiro, o projeto de uma megaprodução cinematográfica que se propõe a documentar as obras de Belo Monte por cinco anos. O projeto é comandado pela LC Barreto, a produtora da poderosa família Barreto, a mesma que fez “Lula, O Filho do Brasil”. Tendler, aliás, foi um dos roteiristas do filme sobre a vida do ex-presidente. Entre as repercussões da megaprodução cinematográfica sobre a megaobra do PAC no Twitter, destacou-se uma: “Os Barreto estão para o cinema nacional como os Sarney para a política”.

Ainda na semana passada, o governo federal publicou um pacote de sete portarias ministeriais com o objetivo de “destravar a concessão de licenças ambientais no país para acelerar grandes empreendimentos, como rodovias, portos, exploração de petróleo e gás, hidrelétricas e até linhas de transmissão de energia”. Ou seja: o governo caminha para anular as conquistas socioambientais obtidas na redemocratização do país.

Dias antes, em 26/10, o Senado havia aprovado um projeto de lei que retira o poder do Ibama para multar crimes ambientais, como desmatamentos. Se não for vetado pela presidente, o poder de multar passará para estados e municípios, sujeito às pressões locais já bem conhecidas. A aprovação do projeto aconteceu quatro dias depois de mais um assassinato no Pará: João Chupel Primo, mais conhecido como João da Gaita, foi morto com um tiro na cabeça, depois de denunciar ao Ministério Público Federal, em Altamira, uma rota de desmatamento ilegal na reserva extrativista Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional Trairão, área do entorno de Belo Monte. Como de hábito, o Congresso decide os rumos do país desconectado com o que acontece na vida real para além do aquário brasiliense.

No momento histórico em que recursos como água e biodiversidade se consolidam como o grande capital de uma nação, o Brasil, um dos países mais beneficiados pela natureza no planeta, corre em marcha à ré. O cenário que você acabou de ler tem no centro – como obra simbólica e estratégica – Belo Monte, a maior obra do PAC. A seguir, parte de minha conversa de quase três horas com o professor Célio Bermann, em sua sala no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.


Clique aqui para a íntegra da entrevista da jornalista Eliane Brum com o professor Célio Bermann.


Eliane Brum: Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. Escreve para a Revista Época às segundas-feiras.

Belo Monte e a questão indígena

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FilmAmbiente 2011


Fonte: Parque Nacional da Tijuca


Começou nessa segunda, 14 de novembro, o FilmAmbiente, mostra que reúne documentários de diversas partes do mundo, que versam, em diferentes perspectivas, sobre a questão ambiental. Em cartaz até o dia 24 desse mês, o evento faz parte do Festival Internacional do Audiovisual Ambiental e vai exibir dezenas de produções independentes, em salas especializadas no Rio de Janeiro.

Dentre os muitos filmes, destacam-se A Baía da Vergonha (2009) e Trabalho Interno (2010), vencedores do Oscar de Melhor Documentário em 2010 e 2011, respectivamente. O primeiro mostra a atuação de ativistas contra a histórica matança de golfinhos no Japão, enquanto o segundo aborda a crise econômica de 2008 e suas consequências para o mundo.

Minas de urânio na Austrália, depósitos de resíduos nucleares, comercialização de minérios encontrados em aparelhos de celular e adquiridos em regime de trabalho escravo, além de temas tradicionais, como desmatamento e descarte de sacos plásticos, são alguns dos muitos enfoques encontrados na mostra.

O FilmAmbiente é gratuito e o público está sujeito à lotação das salas.


FilmAmbiente – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental

14 a 24 de novembro

Arteplex Botafogo, Centro Cultural do Poder Judiciário, Instituto Moreira Salles e Jardim Botânico


Clique na imagem acima para mais informações.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Legislação, promotorias e rodeios em SP

Clique para aumentar:





Saiba mais sobre o evento: Olhar Animal

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O povo contra Belo Monte

Clique na imagem abaixo para conhecer o blog "O povo contra Belo Monte":


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Deixe as baleias namorarem

Pare Angra 3
Pare Angra 3


Olá, ciberativista

Queremos chamar sua atenção para mais uma ameaça à biodiversidade no mar brasileiro. O avanço da exploração de petróleo ao redor do Parque Nacional dos Abrolhos pode colocar em risco este patrimônio natural.

Sua ação neste caso é urgente. O governo já licitou 13 blocos de exploração de gás e óleo na região. Agora, dez empresas nacionais e estrangeiras estão prontas para começar a cavar seus poços.

Para evitar que desastres como o do Golfo do México se repitam no Brasil e destruam ecossistemas marinhos únicos, contamos com seu apoio. O Greenpeace lançou uma campanha pela moratória do petróleo em Abrolhos.

Assine a petição e apoie a moratória do petróleo em Abrolhos

Esta petição será levada aos principais dirigentes das empresas petrolíferas e a representantes do governo. Pedimos a eles que abandonem seus planos de exploração em Abrolhos pelos próximos 20 anos. Isso permitirá que a sociedade discuta os riscos do petróleo na região.

A proposta de moratória envolve uma área de 93.000 km² ao redor do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, entre o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Excluir o petróleo desta área evitará que qualquer vazamento ponha em risco mais de 1300 espécies.


Para saber mais sobre Abrolhos, visite o site da campanha

Lugar de natureza exuberante e de corais de mais de 7 mil anos de idade, Abrolhos é também o pedaço de mar preferido das baleias jubarte, animal ameaçado de extinção.

Todos os anos, este mamífero viaja por milhares de quilômetros, desde a Antártida, para fazer das águas cálidas de Abrolhos seu ninho de amor. Agora, o petróleo pode atrapalhar este namoro.

Se você concorda com a preservação de Abrolhos e acha que as baleias devem namorar em paz, mostre seu apoio. Assine a petição e divulgue-a para seus amigos. Deixe que todos saibam a gravidade deste problema.

Obrigada!

Greenpeace online:

Ajude o Greenpeace a proteger o planeta.
Junte-se a nós
Recebeu este e-mail de alguém?

» Torne-se um ciberativista também
» Encaminhe este e-mail para um(a) amigo(a)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Manifestação contra Belo Monte neste domingo

"A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, bem como das demais cerca de 100 outras empreitadas deste gênero que estão sendo projetadas para a Região Amazônica, acabará por DESTRUIR a biodiversidade da região.

Animais silvestres perderão as suas vidas, seja imediatamente, pela inundação da área em que vivem, seja a médio prazo, pela fome e por se tornarem alvo de caçadores, em sua busca de fugir das regiões afetadas.

Estamos convocado a todos para comparecer a uma manifestação de protesto que o Cadeia promoverá no dia 31 de julho, domingo, às 14 horas, na Praia de Copacabana. Nosso ponto de concentração será em frente ao Hotel Copacabana Palace.

Todos estão convidados a fazer o seu papel em defesa da vida na região do XINGU.

A convocação foi feita inicialmente através do seguinte link do Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=248199255191179

Esta Manifestação Pública de Protesto é inteiramente desvinculada de aspectos político-partidários, constituindo-se num movimento de protesto de cidadãos brasileiros, em solidariedade aos povos atingidos pela mega construção de Belo Monte, cheia de irregularidades e violações aos direitos humanos, com prejuízo irreparável aos animais e à flora da região afetada.


- Pela Natureza ameaçada
- Por todos os animais que perecerão imediatamente ou serão sacrificados a curtíssimo prazo por esta esta construção
- Pela preservação de nossos ecossistemas e florestas
- Pela população indígena do XINGU
- Por formas alternativas e limpas de geração de energia
- Pela firme OPOSIÇÃO ao novo Código Florestal
- PELAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS, inteiramente ignoradas e desconsideradas pela autorização dada à obra pelo governo federal, à revelia do Congresso Nacional, Ministério Público, organizações da Sociedade civil, OEA, condicionantes anteriormente acordadas e o povo brasileiro.


Rio de Janeiro/RJ

Estaremos nos reunindo em frente ao Hotel Copacabana Palace, às 14:00 horas deste domingo, dia 31 de julho, Praia de Copacabana, no RJ.

Este evento NÃO tem qualquer conotação político-partidária, constituindo essencialmente um ato de protesto de cidadãos conscientes contra o holocausto em andamento na Região Amazônica, onde o atual governo pretende construir cerca de 100 usinas hidroelétricas. Uma região de extensão comparável ao Canal do Panamá desaparecerá e, com ela, milhares de formas de vida, características daquele eco-sistema.Traga cartazes de protesto feitos à mão. Se quiser, traga instrumentos de percussão, ou panelas para bater.


São Paulo/SP

Neste mesmo dia e horário acontecerá Manifestação com objetivo idêntico em São Paulo, Capital, por iniciativa do ativista Paulo Fradinho.

Local: Vão do Masp, Avenida Paulista
Horário: 14:00 às 18:30 hs
http://www.facebook.com/event.php?eid=114342995327820


Você pode ajudar muito comparecendo e convidando seus amigos para participar.

Entendemos que a divulgação boca-a-boca e o forte envolvimento de cada um dos presentes é FUNDAMENTAL para o sucesso desta série de iniciativas. Nossas ações contra Belo Monte e o Novo Código Florestal e nosso REPÚDIO ao tratamento dispensado ao povo do XINGU vem sendo DELIBERADAMENTE omitidos pela imprensa oficial.

Sobretudo depois das estarrecedoras e inteiramente INDESCULPÁVEIS declarações do próprio homem que deveria ser responsável pela preservação do meio ambiente no Brasil, o atual presidente do IBAMA, quando, durante entrevista à TV australiana, acreditou não estar sendo mais gravado:




Por uma estranha e dolorosa ironia, 2011 foi consagrado como o Ano Internacional Das Florestas. Justamente num ano em que a nossa Amazônia nunca esteve tão frontalmente ameaçada.

Este é o video oficial da ONU sobre o assunto.

Embora demore um pouco para carregar, serve como forte inventivo à luta contra Belo Monte e demais “planos do PACto” de destruição ambiental do Brasil:



"

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manifestação contra o novo Código Florestal neste domingo!


Clique na imagem para aumentar.

DIA: 5 DE JUNHO, DOMINGO
LOCAL: POSTO 9 - IPANEMA
INÍCIO: 14:30H

PARTICIPEM.
CONTRIBUAM.
LEVEM INSTRUMENTOS MUSICAIS, FAIXAS E CARTAZES EM DEFESA DE NOSSO PLANETA.

PELA ECOLOGIA PROFUNDA
PELA DEFESA DA VIDA - EM TODAS AS SUAS FORMAS
PELA LIBERTAÇÃO HUMANA E NÃO-HUMANA

ANISTIA É CRIME!
ÀS RUAS!!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tribo ameaçada por madeireiros do Peru

Extraído de: http://br.noticias.yahoo.com/

Londres, 31 jan (EFE).- O Governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira, por meio da ONG britânica Survival, fotografias inéditas de uma tribo indígena amazônica isolada do mundo externo, cujo habitat está ameaçado pela atividade de madeireiros que invadem a partir do Peru.

Trata-se de uma tribo estabelecida perto da fronteira com o Peru. As autoridades temem conflito com brasileiros pelo território.

Em imagens feitas pelo ar, é possível ver cinco membros da tribo de diferentes idades e em aparente bom estado físico, com cestos cheios de mamão, mandioca e outras frutas.

Como indica a Survival, as imagens foram captadas por uma organização de proteção aos índios brasileira, que autorizou à organização de defesa dos indígenas utilizá-las para promover uma campanha de conscientização.

A ONG explica que a tribo que aparece nas fotos, e que também figurou no programa "Jungles" da "BBC" britânica, está seriamente ameaçada pela ação dos madeireiros ilegais que entram no Brasil pela fronteira peruana.

"Os madeireiros ilegais destruirão esta tribo. É vital que o Governo peruano os detenha antes que seja tarde demais", diz em comunicado o diretor de Survival, Stephen Corry.

"As pessoas nas fotos estão evidentemente bem, e o que precisam de nós é que ajudemos a proteger seu território, para que possam tomar suas próprias decisões sobre o futuro", acrescentou.

Para o responsável pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apuriña, ressaltou que "é necessário reafirmar que essas pessoas existem, por isso autorizamos o uso das imagens com esse objetivo".




"Estas pessoas estão tendo negados seus direitos fundamentais mais básicos, inclusive o da vida... Por isso é crucial que os protejamos", acrescentou.

A associação interétnica para o desenvolvimento da selva peruana (Aidesep) condenou a falta de ação das autoridades de seu país.

"Apesar das queixas a partir do Peru e do estrangeiro contra a poda ilegal, nada foi feito a respeito", disse um porta-voz em declarações obtidas pela Survival. EFE

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Inaugurada a 3ª Delegacia de Proteção Animal de SP

Agradecimento especial ao boletim InfoSentiens

Polícia Civil inaugura a 3ª Delegacia de Proteção Animal do Estado de SP


Adolfo Domingos da Silva Junior, Darcy Vera, Jaime Ribeiro da Silva Filho e Norberto Bocamino

A Polícia Civil inaugurou em Ribeirão Preto, na manhã de 2 de dezembro, a terceira Delegacia de Polícia de Proteção Animal do Estado, a qual funcionará juntamente com a Delegacia de Proteção ao Idoso, na Rua Goiás, 656, bairro Campos Elíseos.

A nova unidade atuará nos casos descritos no art. 32 da Lei do Meio Ambiente, especificamente de maus tratos e morte de animais domésticos.

Para melhor funcionamento, foi estabelecida parceria temporária com o Bosque Municipal, visando ao acolhimento de animais em situação de maus tratos, até formal adoção, e também o Centro de Controle de Zoonoses colaborará, atuando no recolhimento e cuidados de animais doentes, além de disponibilizar serviço de necropsia em animais mortos, vítimas de maus tratos.

A solenidade desta quinta-feira contou com a presença da prefeita Dárcy Vera, dos delegados Jayme Ribeiro da Silva Filho - que representou o diretor do Deinter 3, Valmir Eduardo Granucci -, Adolfo Domingos da Silva Júnior, seccional de Ribeirão Preto, e Norberto Bocamino, titular das Delegacias de Proteção (Animal, Idoso), além de policiais civis e representantes das ONG's de proteção aos animais da região.

Representantes da Polícia Civil e das ONG's de proteção aos animais se reunirão ainda com a prefeita Dárcy Vera, para falar das reivindicações pela instalação de abrigo de animais maltratados no município.

Por Sônia Maria Mello de Paula
Foto: Delegacia Seccional de Ribeirão Preto
Colaboração: Kerma Sousa Matos

Fonte: http://www2.policiacivil.sp.gov.br/x2016/modules/news/article.php?storyid=861

domingo, 31 de outubro de 2010

Vitória! Rodeios são proibidos em Nova Friburgo / RJ

Fonte: boletim Info Sentiens

Mais uma cidade aprova lei proibindo rodeios! Nova Friburgo, na região serrana do RJ, entra para uma lista cada vez maior de cidades que repudiam esta atividade. No último dia 19/10, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 004/10 de autoria do vereador Manoel Martins que proíbe "rodeios, touradas ou eventos similares que envolvam maus-tratos e crueldades de animais" naquela cidade.

Clique para aumentar e conhecer o texto do PL e da justificativa:


sábado, 7 de agosto de 2010

Vitória contra a vivissecção!

Extraído de: http://www.anda.jor.br/

Uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria de São José dos Campos (SP), em 2004, contra o Centro de Trauma do Vale na Área de Saúde Ltda, responsável pelo curso ATLS (Advenced Trauma Life Support), que realizava experimentos de traumatologia com cães, terminou com termo de conciliação entre as partes. Isso porque a ré, representada pelo advogado Fabio K. Vilela Leite, aceitou o pedido do promotor e colunista da ANDA, Laerte Fernando Levai, firmado nos seguintes termos:

a) A requerida concorda com o pedido do representante do Ministério Público, no sentido de “abster-se o responsável pelo curso ATLS ou qualquer outro por ele promovido, sob qualquer sigla ou nome, de utilizar cães ou quaisquer outros animais em procedimentos experimentais que lhes causem lesões físicas, dor, sofrimento ou morte, ainda que anestesiados, seja em estabelecimentos públicos ou privados de São José dos Campos, a partir desta data”.

b) Do descumprimento – na eventualidade do descumprimento pela parte ré do ora acordado, noticiado e comprovado nos autos, haverá incidência de multa diária no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) com correção monetária pelos índices oficiais.

Referida decisão foi homologada pela juíza Ana Paula Theodosio de Carvalho, da 5ª Vara Cível de São José dos Campos, que assim decidiu: “Homologo, por sentença, o presente acordo a fim de que surta seus jurídicos e legais efeitos de direito. Por consequência, julgo o processo com resolução de mérito, com base no artigo 269, III, do Código de Processo Civil, homologando, ademais, a desistência recursal manifestada pelas partes”.

Vale lembrar que o curso ATLS, que treina médicos para situações de emergência, usava cães como modelos vivos para procedimentos de traumatologia. Durante o processo foram ouvidos, como testemunhas da promotoria, os médicos David Uip e Odete Miranda, a professora Irvênia Prada, os biólogos Sérgio Greif e Thales Trez e a advogada Vânia Rall. No dia designado para a audiência de defesa, 10 de março de 2010, o advogado da ré concordou em fazer o acordo e, ao reconhecer o pedido do Ministério Público, possibilitou o encerramento do processo.

Trata-se da primeira decisão judicial antivivisseccionista em nosso país, em decorrência de ação civil pública movida contra entidade da área médica. O processo tramitou perante a 5ª Vara Cível de São José dos Campos, sob o n. 577.04.252938-9.



Foto de um protesto realizado em São Paulo
no Dia Mundial Anti Vivissecção (25/04/10)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Senha de horário nos bancos

Hoje estou postando uma mensagem que meu marido recebeu de um amigo, o músico e compositor Alexandre Sankor, sobre um assunto que é do interesse de todos, acredito eu. Ninguém quer ficar horas em pé na fila do banco, não é mesmo?...

Lei número 13.948/2005

"Aos amigos,

Vivi essa semana uma experiência que confirmou uma suspeita.

Há cerca de um mês eu entrei no Banco Itaú para fazer um
pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas
aqui dentro'.

Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital
paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila
bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30
(trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.

Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário
de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o
papelucho para a prefeitura multar o banco.

Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza
caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi
diminuindo rapidamente.

Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar,
e eu fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que
a senha estava comigo?

Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei
que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora.

Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais
caixas e o atendimento fluiu rapidamente.

Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma
fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha.
Ele, fazendo cara de bobo, perguntou:
- Que senha? Não tem senha. Entre na fila.

Eu insisti.

Ele disse que não sabia de senha alguma...

Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia:
'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.

Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.

No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava
mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.

Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu
a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma
senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em
resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'
O caixa respondeu:
- BELEZA.

Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.

Fui atendido em 14 (quatorze) minutos.

E a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para
alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para
atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos
bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são
desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro
por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila.

Eu não fico mais.

Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário.
Vamos lutar por esse direito obtido.

Não sejamos bobos...

É só a gente divulgar e insistir para a lei ser cumprida.

AFINAL ELES NÃO NOS POUPAM, cobram Encargos, Tarifas, Cestas,
Taxas, todas abusivas tornando os Banqueiros os homens mais ricos do
Planeta.

Se gostou, NÃO se esqueça de repassar a seus contatos!!!!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Venda de filhotes é proibida em pelo menos 35 cidades dos EUA



Foto: UPI

Pet shops de pelo menos 35 cidades dos EUA atenderam aos pedidos de grupos pelos animais e baniram a venda de filhotes, conscientizando possíveis compradores a respeito da adoção.

De acordo com matéria publicada no site da UPI, centenas de donos de comércios da nação já pararam de vender animais e algumas cidades estão proibindo, por lei, a venda de cães, gatos e outros bichos pequenos.

O apelo por “pet shops amigas dos animais” foi promovido pela Humane Society dos Estados Unidos, a maior organização americana de proteção animal.

“Essas lojas dão um exemplo positivo de responsabilidade que outras empresas deveriam seguir”, disse a diretora da campanha antifábrica de filhotes da HSUS Stephanie Shain. “Pet shops que se beneficiam da indústria cruel de filhotes precisam fazer a coisa certa e parar de vender animais. Abrigos do país todo estão lotados de animais que precisam de um lar.”

Esse mês, a Câmara da cidade de West Hollywood votou de forma unânime para banir a venda de gatinhos e cachorrinhos, enquanto a cidade de São Francisco está debatendoa questão em um nível muito mais abrangente.

Em West Hollywood, Califórnia, que em 2002 mudou a lei municipal para referir-se a cães e gatos como companheiros e não pets, as lojas terão autorização para vender animais de abrigos do sul do estado, mas não animais vindos de criadouros comerciais.

Já São Francisco propôs uma lei que tornaria ilegal a venda de qualquer animal.

“As pessoas compram animais pequenos no impulso, sem saber onde estão se metendo, e os animais acabam em abrigos, sendo frequentemente sacrificados”, disse a congressista Sally Stephens. “É isso que queremos abolir.”

Críticos dizem que a lei de São Francisco vai além do apelo para acabar com fábricas de filhotes e exploração animal. Alguns dizem que deveria existir um período para o possível consumidor pensar antes de adotar um animal, evitando o impulso do momento. Outros dizem ainda que proibir a venda de animais irá apenas criar um mercado negro na área.

São poucas as lojas que ainda vendem animais e o hamster é a maior vítima das compras por impulso. Não existem grupos de resgate para hamsters e quase todos os roedores rejeitados acabam sacrificados.

“É definitivamente uma preocupação”, disse Rebeca Katz, diretora da San Francisco Animal Care and Control.

Não existem argumentos a favor de fábricas de filhotes, que criam milhões de animais por ano em condições chocantes e cruéis, sendo que muitos desenvolvem problemas psicológicos sérios ou danos permanentes à saúde. Animais de criadouros são abusados e abandonados quando ficam velhos ou “menos ativos”, e os filhotes crescem em pequenas gaiolas ou canis sem oportunidade de socialização ou contato com humanos.

A Humane Society diz que de três a nove mil pet shops vendem filhotes, principalmente por meio de websites atraentes.

“As pessoas vêm um filhotinho fofo numa gaiolinha, mas não veem onde ele foi criado e as condições degradantes em que seus pais vivem”, disse Kim O’Brien, sócio da Uppity Puppy de Oakland, Michigan.



APOIE AS CAMPANHAS SENTIENS PELOS ANIMAIS

Criação da 1ª Promotoria de Defesa Animal
http://www.sentiens.net/promotoria-de-defesa-animal/peticao

Contra a liberação dos maus-tratos aos animais
http://www.sentiens.net/liberacao-maus-tratos/peticoes


domingo, 20 de setembro de 2009

Rede Globo no limite!

editado dos sites Terra e CCSP

O Ministério Público do Estado do Ceará propôs à Rede Globo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o programa "No Limite", que a impedia de gravar e exibir provas que envolvessem animais de quaisquer espécies, bem como cenas que expusessem animais a maus tratos. A TAC, no entanto, não foi assinada pela Globo.

Sendo assim, a emissora foi condenada por ação pública e proibida de gravar e exibir provas em "No Limite" que envolvam animais de qualquer espécie e cenas de maus tratos, sob multa diária de R$ 50 mil para o caso de descumprimento da ordem, por cada programa exibido em desobediência à determinação do juiz Gustavo Henrique Cardozo Cavalcante, nesta terça-feira (15).

O programa já exibiu diversos episódios em que os participantes eram incitados a comer peixes ainda vivos, retirar pintos de dentro de ovos, perseguir galinhas forjando um falso estado de necessidade, entre outros maus-tratos. A região em que "No Limite" é gravado, o município de Trairi, no Ceará, também é conhecido por ser uma zona de animais silvestres - o que agrava a situação da Globo.

O diretor geral do programa, José Bonifácio Brasil de Oliveira (o Boninho), foi intimado a cumprir a ordem, sob penas legais.




Foto do dia 28 de Agosto, quando pessoas se manifestaram contra as crueldades exibidas no programa "No Limite", em frente ao prédio da Rede Globo.

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