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domingo, 16 de junho de 2013
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Garoto de 19 anos cria carro movido por energia solar
Uma vegonha para a indústria...
Reportagem extraída de: http://www.tecmundo.com.br/
"Um garoto de apenas 19 anos conseguiu criar, sozinho, um veículo movido por energia solar. O estudante chinês revelou ao China Daily que gastou apenas 2.378 dólares (4.361 reais) para construir o carro, que consegue percorrer até 70 quilômetros com as baterias completamente cheias – o que é bastante para um projeto completamente independente.
(Fonte das imagens: Reprodução/China Daily)
O carro solar de Zhu Zhenlin (o jovem responsável pelo projeto) possui 3,2 metros de comprimento, 1,4 metros de largura e 1,4 metros de altura. Todo o sistema é abastecido por 22 pequenos painéis de captação solar que estão dispostos sobre o capô, teto e porta-malas do veículo."
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Eliane Brum entrevista Célio Bermann
Se você é aquele tipo de leitor que acha que Belo Monte vai “afetar apenas um punhado de índios”, esta entrevista é para você. Talvez você descubra que a megaobra vai afetar diretamente o seu bolso. Se você é aquele tipo de leitor que acredita que os acontecimentos na Amazônia não lhe dizem respeito, esta entrevista é para você. Para que possa entender que o que acontece lá, repercute aqui – e vice-versa. Se você é aquele tipo de leitor que defende a construção do maior número de usinas hidrelétricas já porque acredita piamente que, se isso não acontecer, vai ficar sem luz em casa para assistir à novela das oito, esta entrevista é para você. Com alguma sorte, você pode perceber que o buraco é mais embaixo e que você tem consumido propaganda subliminar, além de bens de consumo. Se você é aquele tipo de leitor que compreende os impactos socioambientais de uma obra desse porte, mas gostaria de entender melhor o que está em jogo de fato e quais são as alternativas, esta entrevista também é para você.
Como tenho escrito com frequência sobre a megausina hidrelétrica de Belo Monte, por considerar que é uma das questões mais relevantes do país no momento, observo com atenção as manifestações dos leitores que comentam neste espaço ou em redes sociais como o Twitter. Anotei as principais dúvidas para incluí-las aqui e assim colaborar com o debate.
Desta vez, propus uma conversa sobre Belo Monte a Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. Publicou vários livros, entre eles: “Energia no Brasil: Para quê? Para quem? – Crise e Alternativas para um País Sustentável” (Livraria da Física) e “As Novas Energias no Brasil: Dilemas da Inclusão Social e Programas de Governo” (Fase). Ex-petista, ele participou dos debates da área energética e ambiental para a elaboração do programa de Lula na campanha de 2002 e foi assessor de Dilma Rousseff entre 2003 e 2004, no Ministério de Minas e Energia. Célio Bermann foi também um dos 40 cientistas a se debruçar sobre Belo Monte para construir um painel que, infelizmente, foi ignorado pelo governo federal.
Vale a pena ouvir o professor a qualquer tempo. Mas, especialmente, depois de uma semana dramática como a passada. Na quarta-feira (26/10), o julgamento da ação movida pelo Ministério Público Federal reivindicando que os índios sejam ouvidos sobre a obra, como determina a Constituição, foi interrompida e adiada mais uma vez no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Na mesma quarta-feira, chamado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para explicar por que não suspendeu as obras de Belo Monte, o Brasil não compareceu, desrespeitando o organismo internacional e exibindo um comportamento mais usual em ditaduras. Em reportagem publicada em 20/10, o Estadão denunciou que, como retaliação por ter sido advertido sobre Belo Monte, o Brasil deixou de pagar sua cota anual como estado-membro.
Na quinta-feira (27/10), centenas de pessoas, entre indígenas, ribeirinhos e moradores das cidades atingidas, ocuparam pacificamente o canteiro de obras de Belo Monte, no rio Xingu, pedindo a paralisação da construção da usina. Foram expulsos por ordem judicial. Enquanto o canteiro de obras era ocupado por uma população invisível para o governo de Dilma Rousseff, o cineasta Daniel Tendler apresentava no Seminário Nacional de Grandes Barragens, no Rio de Janeiro, o projeto de uma megaprodução cinematográfica que se propõe a documentar as obras de Belo Monte por cinco anos. O projeto é comandado pela LC Barreto, a produtora da poderosa família Barreto, a mesma que fez “Lula, O Filho do Brasil”. Tendler, aliás, foi um dos roteiristas do filme sobre a vida do ex-presidente. Entre as repercussões da megaprodução cinematográfica sobre a megaobra do PAC no Twitter, destacou-se uma: “Os Barreto estão para o cinema nacional como os Sarney para a política”.
Ainda na semana passada, o governo federal publicou um pacote de sete portarias ministeriais com o objetivo de “destravar a concessão de licenças ambientais no país para acelerar grandes empreendimentos, como rodovias, portos, exploração de petróleo e gás, hidrelétricas e até linhas de transmissão de energia”. Ou seja: o governo caminha para anular as conquistas socioambientais obtidas na redemocratização do país.
Dias antes, em 26/10, o Senado havia aprovado um projeto de lei que retira o poder do Ibama para multar crimes ambientais, como desmatamentos. Se não for vetado pela presidente, o poder de multar passará para estados e municípios, sujeito às pressões locais já bem conhecidas. A aprovação do projeto aconteceu quatro dias depois de mais um assassinato no Pará: João Chupel Primo, mais conhecido como João da Gaita, foi morto com um tiro na cabeça, depois de denunciar ao Ministério Público Federal, em Altamira, uma rota de desmatamento ilegal na reserva extrativista Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional Trairão, área do entorno de Belo Monte. Como de hábito, o Congresso decide os rumos do país desconectado com o que acontece na vida real para além do aquário brasiliense.
No momento histórico em que recursos como água e biodiversidade se consolidam como o grande capital de uma nação, o Brasil, um dos países mais beneficiados pela natureza no planeta, corre em marcha à ré. O cenário que você acabou de ler tem no centro – como obra simbólica e estratégica – Belo Monte, a maior obra do PAC. A seguir, parte de minha conversa de quase três horas com o professor Célio Bermann, em sua sala no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.
Clique aqui para a íntegra da entrevista da jornalista Eliane Brum com o professor Célio Bermann.
Eliane Brum: Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance – Uma Duas (LeYa) – e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. Escreve para a Revista Época às segundas-feiras.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Natureza celeste
"Esta noite deixei-me absorver pela meditação sobre a natureza celeste. Eu admirava o número, a disposição, o curso daqueles globos infinitos. Entretanto, eu admirava a inteligência infinita que preside este vasto mecanismo. Eu dizia a mim mesmo: É preciso que sejamos bem cegos para não ficarmos extasiados com tal espetáculo. Tolos e ingênuos para não reconhecermos seu autor e loucos para não adorá-Lo..."
Sir Isaac Newton
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Escritório suíço RAFAA propõe torre solar para as Olimpíadas 2016
Solar City Tower, além de servir como ponto turístico, seria capaz de gerar energia suficiente para abastecer a vila olímpica e parte da cidade do Rio de Janeiro
Ana Paula Rocha
O escritório suíço RAFAA divulgou recentemente um projeto conceitual para o Marco das Olimpíadas de 2016, que seria erguido na ilha de Cotonduba, no Rio de Janeiro. Além de servir como ponto turístico, o Solar City Tower, de acordo com os arquitetos que desenvolveram o projeto, "seria capaz de gerar energia suficiente para abastecer a vila olímpica e parte da cidade fluminense".
| Visão geral do Marco Olímpico projetado pelo escritório RAFAA na ilha de Cotonduba |
"O desafio foi projetar uma torre de observação sustentável que também se tornasse um símbolo de boas-vindas para os visitantes que chegam ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima", diz o memorial descritivo do projeto. Durante o dia, a torre captaria energia solar por meio de painéis localizados ao nível do solo (a 60 m do nível do mar), na entrada do edifício.
O excesso da energia solar produzida seria aproveitado para bombear a água do mar para o interior da torre, produzindo um efeito de queda d''água no exterior da torre. Esta queda d''água também seria utilizada para gerar energia durante o período noturno.
O projeto prevê, abaixo do nível do solo, a construção de anfiteatro, café, loja e áreas de administração do Marco Olímpico, além dos elevadores públicos que levam os visitantes ao terraço de observação. O edifício ainda teria uma plataforma retrátil para saltos de bungee jumping a 90 m do nível do mar.
| Entrada do edifício é feita entre placas solares |
"Após ter hospedado a United Nation''s Earth Summit em 1992, o Rio de Janeiro será mais uma vez o ponto de partida para um movimento verde global e para um desenvolvimento sustentável de estruturas urbanas. O Marco pode ajudar a cidade a transformar-se até mesmo em um símbolo para os primeiros Jogos Olímpicos com emissão zero de carbono", acreditam os arquitetos.
Segundo o escritório suíço, o projeto participará do concurso internacional do Marco Olímpico para o Rio de Janeiro, anunciado em outubro de 2009 pelo prefeito fluminense Eduardo Paes e a então presidente do IAB-RJ (Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Rio de Janeiro), Dayse Góis. Na época, os representantes chegaram a assinar convênio de cooperação técnica para a criação do concurso, mas até agora ele não foi lançado oficialmente. De acordo com informações da assessoria de imprensa do IAB-RJ, a entidade fará uma reunião com a prefeitura em julho para acertar o futuro da competição.
| Marco Olímpico visto da praia carioca |
| Terraço de observação |
| Fachada do edifício para as Olimpíadas de 2016 |
| Detalhe de um dos locais de observação |
| Vista aérea do empreendimento |
| Ambientes do edifício |
sexta-feira, 24 de junho de 2011
2012 estreia hoje no Rio!
Com Gilberto Gil, David Lynch, Ellen Page e Sting.
As Profecias Maias a respeito de um apocalipse em 2012 são o ponto de partida para o livro de Daniel Pinchbeck, 2012: The Return of Quetzalcoatl, que propõe um novo paradigma que integre a sabedoria arcaica das sociedades tribais com o método científico. Para ele, o homem pode redesenhar a sociedade pós-industrial a partir de princípios ecológicos.
Nesta cultura planetária regenerativa, a colaboração substituiria a competição e a exploração da psiquê e do espírito, o materialismo estéril das atuais sociedades. Elaboradas animações embalam o debate conduzido por cientistas, antropólogos e artistas engajados. O filme traz depoimentos de especialistas e vivências de celebridades como os cantores Sting (The Police) e Gilberto Gil, o cientista Buckminster Fuller e a atriz Ellen Page; e trata sobre assuntos como experiências de meditação, a importância da construção sustentável, o movimento de contracultura e, principalmente, alternativas ecológicas para o dia a dia.
Clique para aumentar:

Sessões no Rio de Janeiro:
Estação SESC Espaço 3 (Botafogo):
Horários: 13h, 17h10, 21h10; Quarta (29/06) não tem 21h10
Sex a Dom e feriados: R$ 18,00 Seg a Qui, exceto feriados: R$ 15,00
Rua Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo. Tel: (21) 2266-9952
Estação Vivo Gávea:
Horários: 13h30, 17h10, 19h10; a partir de segunda também às 15h30
Sex a Dom e feriados: R$ 24,00 Seg a Qui, exceto feriados: R$ 18,00
Shopping da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 52 - 4º andar - Gávea - Tel: (21) 3875 3011
Clique aqui para visitar o site oficial do filme.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Banheiro público e plantas regadas com urina
Extraído de: Techtudo
A idéia de utilizar a urina, que você joga fora diariamente, como fertilizante para plantas não é algo realmente tão novo assim, só que sair por aí utilizando árvores para aliviar a bexiga, não é a atitude mais social que você pode ter quando resolve agradar a natureza e ajudar no crescimento de alguma planta. Pensando em unir a possibilidade de fertilizar uma planta e de alimentá-la com água, o designer Eddie Gandelman criou uma espécie de mictório que filtra a urina do cidadão e a utiliza para alimentar plantas que estão logo a frente.
Além de tornar a urina mais útil do que ela é, a ideia principal do designer foi transformar os banheiros em lugares mais agradáveis de se estar, com a possibilidade de encontrar algo além de azulejo e vidro. Algumas utilizações deste sistema de filtragem podem aparecer em bares ou restaurantes, que ficariam de olho nos elementos filtrantes. Eliminando perfeitamente as toxinas, seria possível criar frutos ou plantas que poderiam ser utilizados na cozinha, cortando assim alguns custos do local.
Se esta ideia vai se tornar realidade, ou não, não há certeza. Mas há uma grande barreira na hora de imaginar que um mictório pode ser o lugar onde você encontraria alguns morangos sendo cultivados. Mesmo que não acabem em receitas da cozinha, poderiam ajudar na eliminação de odores do banheiro. Imagine algumas hortelãs crescendo dentro do banheiro; seria possível acabar até com o vidro de perfume que se utiliza para tirar o odor do local.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Rã virtual substitui sacrifício de animais no laboratório
Fonte: Inovação Tecnológica via ANDA
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um programa de computador que pode substituir o sacrifício de animais durante as aulas de fisiologia.
O programa pode substituir o uso de animais nas aulas práticas de Fisiologia e Biofísica, ministradas nos cursos de Medicina, Ciências Biológicas, Enfermagem e Educação Física.
Os estudantes que usaram o simulador acertaram mais questões, enquanto o outro grupo teve mais dificuldades em responder às questões cognitivas. Foto: Francisco Cubo/ Antoninho Perri
Rã virtual
O software educacional, chamado Fisioprat, simula o mesmo procedimento tradicionalmente feito em rãs durante as aulas, mas de forma interativa e lúdica e sem a necessidade de sacrificar o animal.
Além disso, o simulador complementa o ensino fornecendo conteúdo adicional que melhora o aprendizado.
“O objetivo foi justamente propor uma alternativa ao uso de animais sem que o ensino fosse prejudicado,” explica o biólogo Francisco Cubo Neto, que desenvolveu o simulador sob a orientação do professor Miguel Arcanjo Areas.
O software está em processo de patenteamento e, segundo o biólogo, não existem no Brasil produtos semelhantes.
Sacrifício dos animais
Em geral, o uso de rãs ocorre nas aulas práticas para avaliação dos reflexos medulares mediante estimulação química e mecânica. São conceitos importantes para a disciplina, passados a partir de uma aula teórica.
Na sequência, no laboratório, os alunos visualizam como ocorrem os reflexos com o animal intacto e, depois, repetem o mesmo experimento com o modelo animal com a medula lesionada.
“A compreensão do conteúdo é fundamental e, até então, não existia outra forma de demonstrar o mecanismo a não ser utilizando o modelo animal. Por isso, o Fisioprat constitui mais uma opção, além do que abarca todos os temas ensinados na aula,” esclarece Miguel.
Simulação eficaz
Segundo ele, o programa tem como adicional, em relação às aulas tradicionais, uma tela de exercícios, que aparece em cada tópico com o objetivo de reforçar as explicações.
Também foram incluídas resoluções de estudos de casos para que se avaliasse o nível de absorção do conteúdo por parte dos alunos. Em cada uma das telas é dado um feedback para o aluno.
Por fim, são feitas as incisões nas partes do animal por meio de animação gráfica, com a vantagem de se poder repetir o experimento por várias vezes para melhor fixação do conceito.
“Quando a aula é feita no laboratório, existe a possibilidade de que algo possa dar errado. Por exemplo, a anestesia mal aplicada pode comprometer o experimento e o animal não responder aos estímulos ou morrer. Com isso, é preciso utilizar outro animal”, esclarece.
Avaliação
O simulador foi testado com quatro turmas de cursos oferecidos pela Unicamp. Participaram estudantes de duas turmas de Biologia, uma de Medicina e outra de Enfermagem.
Todos, num total de 127 estudantes, fizeram a aula teórica normalmente como ocorre no método convencional. Em seguida, os estudantes foram separados em dois grupos: um grupo realizou a aula prática tradicional, com o modelo animal, enquanto o outro realizou a aula prática com o Fisioprat.
Para avaliar o nível de influência no aprendizado ao se utilizar a nova metodologia, foi aplicado um questionário, ao final da aula prática para os dois grupos.
Os resultados apontaram que o Fisioprat cumpre seus objetivos, pois as notas mais altas foram observadas no grupo que utilizou o software. Ou seja, o grupo que usou o simulador acertou mais questões, enquanto o outro grupo teve mais dificuldades em responder às questões cognitivas.
O biólogo acredita que o programa ainda pode ser melhorado.
O mais importante, porém, é que a iniciativa abre caminho para que outras metodologias substituam o uso de animais nas aulas práticas.


